Pós-eleição: ainda cabe fazer pesquisa?



A resposta a esta pergunta é afirmativa. Tanto o candidato derrotado como o vitorioso tem muito a ganhar com uma pesquisa pós-eleição.

É claro que o candidato derrotado terá maiores dificuldades para fazer a pesquisa que o vencedor. Terá menor motivação, verá menos utilidade, e dificilmente contará com os recursos necessários. Assim mesmo, se tiver a chance, deve fazer. Já insistimos que o candidato derrotado tem um compromisso consigo mesmo e com sua campanha: tentar entender as razões da derrota. A pesquisa é o mais adequado instrumento para este objetivo.

Já o candidato vitorioso deve necessariamente fazer pesquisa. Sobra-lhe motivação, necessidade e não deverá ter dificuldades de conseguir os recursos para financiá-la. No seu caso, mais que entender as razões da derrota. A pesquisa é o mais adequado instrumento para este objetivo.

O “foco” agora muda. O que lhe interessa saber dos eleitores são questões como as expectativas que têm em relação ao seu governo, a reação aos seus pronunciamentos e ações, a sua imagem após a vitória, a receptividade em relação aos nomes cogitados publicamente para integrar a sua equipe, as prioridades que o eleitor elege para seu governo, entre outras questões. Seu objetivo central, que unifica todas estas dimensões de investigação, é o de começar bem seu governo, respaldado pelo apoio do eleitorado, que deve conferir-lhe uma popularidade e aceitação bem maior do que a obtida na eleição.

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